A terra queima (1984)

De 1979 a 1985 o Nordeste brasileiro viveu uma das suas mais severas estiagens. O “Milgare Econômico” propagado pelos militares não evitou a morte de milhões de pessoas. Os cem anos de “obras contra a seca” não evitaram os enterros de crianças por fome e sede. É neste contexto, pouco antes do General Figueiredo deixar o Governo pela porta dos fundos – que Geraldo Sarno e Hebert de Souza – o Betinho – escrevem o argumento do documentário A terra queima. As teses, que fundamental o documentário estão no artigo “Uma questão nacional” publicado por Betinho na primeira edição da Revista Lua Nova, no mesmo ano do filme. Os primeiros parágrafos do artigo acompanha o filme em várias aparições na internet, sendo às vezes citados como sua sinopse:

O Nordeste é uma questão nacional em muitos sentidos e de diferentes formas. Primeiro, foi produzido ao longo de nossas história econômica e política: não foi o clima que produziu o Nordeste como problema, mas os senhores donos da terra, homens concretos, de carne e osso, no chão e não nas nuvens. Nenhuma fatalidade obrigou o Nordeste a trabalhar a cana-de-açúcar sob regime escravo, a plantar o algodão explorando o trabalho das mulheres e das crianças nas grandes propriedades, a criar gado em lugar de gente nos imensos latifúndios. Foram os senhores donos da terra que para cá vieram e aqui ficaram. O fato de não chover não produz miséria, assim como o fato de chover não produz riqueza automaticamente. Quem produz riqueza e miséria são os homens concretos e, principalmente, as relações que os homens estabelecem entre si.

Guiado por estas ideias vemos algo além da terra seca e corpos esqueléticos. Há um poder poder popular se concentrando e intensificando em mutirões, manifestações, romarias e retomadas de terra. Os Pankararés – mesmo depois de massacres e do assassinato do cacique Ângelo – estão retomando suas terras e rituais. A resistência negra está viva com sua música e cirando no meio de uma manifestação sindical em Afogados da Ingazeira (PE). Os realizadores viajam ainda por Monte Santo (BA) e Campina Grande (PB). No caminho conversam com camponeses e migrantes de vários lugares, como uma família que fazia o caminho à pé de  Mossoró (RN) para Juazeiro do Norte (CE). As cenas em Fortaleza (CE), iniciam-se na estação conversando com famílias que chegam em busca de uma solução na cidade e terminam junto à camponeses nas ruas, vivendo como pedintes.

Segundo Felipe Corrêa Bonfim, a produção foi financiada pela ONU, junto à outros 9 filmes em diferentes continentes. Uma das exigências era o tempo de 5o minutos, para ser distribuído em televisões. (saiba mais em Os documentários de Geraldo Sarno (1974-1987) : sertão, poesia e religiosidade).

É importante refletir sobre o diálogo entre este filme e outros produzidos 20 anos depois pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA).

Companhia(s) produtora(s): Saruê Filmes
Produção executiva: Carlos Del Pino, Heloisa Rios e Manfredo Caldas
Argumento: Geraldo Sarno e Hebert de Souza
Direção: Geraldo Sarno
Direção de fotografia: Pedro Farkas e José Antonio Ventura
Eletricista: Arnol Conceição
Som direto: Carlos Del Pino e Dudu Ferreira
Mixagem: Carlos de La Riva
Efeitos especiais de som: Antonio Cezar
Assistente de som: Marcu Almeida
Montagem: Walter Goulart Walter e Severino Dada.
Arranjos musicais: Mario Francisco
Música original: Francisco Mario;
Instrumentista: Henrique Drach, Bruno, Djalma Correa e Zeca Assunção.
Narração: Francisco Milani.

O rio das mulheres – Pelo olhar de Ivaneide (2004)

O documentário trata do cotidiano de Maria Ivaneide, jovem moradora da Conceição, localidade no interior do município de Pão de Açúcar, no alto sertão de Alagoas. Ivaneide mora a uma légua e pouco da beira do rio São Francisco, porém depende do mesmo para levar sua vida. O tempo da narrativa transcorre durante aproximadamente um dia de peleja de Ivaneide, que apresenta sua visão sobre a vida no sertão e suas expectativas quanto ao futuro.

Direção: Carlos Eduardo Ribeiro
Fotografia: Isabella Fernandes
Produção: Ana Rieper e Carlos Eduardo Ribeiro
Som direto: Pedro Moreira
Edição: Carlos Eduardo e Hugo Wladston
Produção Executiva: Canoa de Tolda
Finalização de imagem: Bernardo Brik
Finalização de som: Maurício Saldanha
Still: Paulo Paes de Andrande
Trilha sonora original:Jorge Canecão e Jaconias de Pão de Açúcar.
Filme realizado pelo DOC/TV.

Parte 1: https://vimeo.com/59290950
Parte 2: https://vimeo.com/59305743
Parte 3: https://vimeo.com/59394388
Parte 4: https://vimeo.com/59415578

Água vale mais que minério (2017)

O documentário “Não Vale a Pena” representa um esforço coletivo com vistas à denúncia das violações de direitos pela mineração, a partir das perdas e sofrimentos causados pela destruição das águas, como também um manifesto de indignação frente às seguidas tragédias, crimes e omissões na operação e no licenciamento ambiental de empreendimentos do setor.

Esse vídeo-documentário é um dos resultados do projeto “Água Vale Mais que Minério no Quadrilátero Ferrífero-Aquífero, Minas Gerais”, realizado entre agosto de 2015 e outubro de 2016, pelo Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MOVSAM), nos municípios Santa Bárbara, Catas Altas, Mariana, Congonhas, Belo Vale, Itabirito, Brumadinho, Sarzedo, Sabará, Nova Lima, Raposos e Rio Acima. Conta com recursos do Fundo Brasil de Direitos Humanos e o apoio da Arca Amaserra.

Equipe

Cientista social: Frederico Magalhães Siman
Designer gráfico: Graciella Neves
Coordenação: Maria Teresa Corujo
Asessoria de comunicação: Pedro Nogueira
Documentarista: Pedro de Filippis
Advogado: Vinícius Papatella Padovani

O Progresso da Lama (2019)

Imagens de Brumadinho depois do rompimento da Barragem da Vale, matando centenas de pessoas, destruindo florestas e contaminando rios e o solo. Um ensaio sensível para efeitos imediatos de um dos maiores crimes ambientais do planeta.

Direção: João Paulo Krajewski

 

 

Eu carrego um sertão dentro de mim (1980)

Documentário inspirado em uma entrevista de João Guimarães Rosa, a biografia do escritor se confunde com um universo povoado por cantores, jagunços, coronéis e artesãos. Em vez de explicar as imagens do sertão nordestino, a voz do narrador, como a obra de Guimarães Rosa, indica veredas que atravessam e transcendem a geografia local.

Eu carrego um Sertão dentro de mim (1980) foi realizado por Geraldo Sarno e produzido por Thomas Farkas, idealizador da Caravana Farkas, que na década de 1960 viajou pelo Nordeste e teve papel fundamental em estabelecer uma nova linguagem ao documentário brasileiro.

Material original
16mm, COReBP, 14min, 170m, 24q

Sinopse

Com narração baseada em texto de João Guimarães Rosa, são apresentados aspectos do sertão nordestino com depoimentos de Mestre Noza, um imaginário, artesão que se dedica ao artesanato em madeira produzindo imagens para os romeiros; declamação de versos e cantoria na voz de Severino Pinto, cantador profissional de repente; “o Coronel” Chico Heráclio, dono de terras e pai de dois deputados. Vaqueiros em cantoria feita por Raimundo Silvestre dos Santos.

Produção
Companhia(s) produtora(s): Saruê Filmes; Caribe Comunicações; IEB/USP – Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo
Produção: Farkas, Thomaz

Argumento/roteiro
Autoria do texto de locução: Rosa, João Guimarães

Direção
Direção: Sarno, Geraldo

Fotografia
Direção de fotografia: Farkas, Pedro; Farkas, Thomaz

Som
Mixagem: Riva, Chico De la

Montagem
Montagem: Avellar, José Carlos

Direção de arte
Letreiros: Avellar, José Carlos

Identidades/elenco:
Noza, Mestre
Pinto, Severino
Heráclito, Cel. Chico
Santos, Raimundo Silvestre dos
Narração:
Xavier, Nelson

Observações:
É tudo verdade/site aponta 1980 como ano de produção.
GS/CS indica 1967 como ano de filmagem e de produção e 1980 como ano de montagem.

Sons do Sertão: Várzea Queimada (2017)

Identificar, capturar e instalação dos sons do Sertão

O Projeto “Biblioteca Sons do Sertão” tem como objetivo identificar o sertão pela paisagem sonora, é um projeto que tem 3 momentos, identificar, capturar e instalação dos sons, um momento importante para o sertão e o campo pois quebra com a lógica de que instalação de sons é do meio urbano.

O MPA entende que o som é uma ferramenta importante para o resgate da história do povo e seu lugar, compreende também da nescidade de munir principalmente a juventude das experiências sonoras não só como ouve o som, mas que produz, explica a jovem camponesa e dirigente do MPA Vani Souza.

“Acho que tem que ir por esse caminho mesmo! Lembrando que instalações também são espaços de poder, antes só aconteciam em museus de arte, para a elite artística, e aos poucos isso foi sendo rompido e a instalação passou a ser realizada em espaços urbanos abertos. Agora realizar instalações no espaço rural é ainda mais político! Temos que entender que a produção artística do campesinato é vista como inferior pelos guardiões da moral do que que é arte e a gente tá tentando romper com isso sempre”, afirma Camila Machado, idealizadora do projeto e apoiadora do Movimento.

Biblioteca de Sons do Sertão é um projeto pelo Rumos Itaú, e como proponente TROTOAR e uma realização do MPA.

Este vídeo é fruto das 1ª etapa das oficinas gravada na Comunidade Quilombola de Várzea Queimada – Caém-BA . Na 2ª etapa a proposta é trabalhar com os jovens camponeses a captação de áudio do sertão, a edição de áudio e realizar a instalação cultural. Será também um momento de dialogo sobre a comunicação popular e o experimento da instalação de uma Rádio Poste nessas comunidades.

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Cantoria de Boi (2005)

A cantoria de BOI é uma tradição de contar as coisas do dia a dia trabalhando na roça, pode ser cantoria improvisadas ou criadas. São cantadas durante os trabalhos nos ‘digitórios’. Desde 1996, o grupo de camponeses e camponesas composto por 16 pessoas se organizam fazendo ‘digitórios’ para trabalhar coletivamente na comunidade Fazenda Várzea Nova e comunidades circunvizinhas, na Bahia. O vídeo foi gravado, com 6 duplas cantando, durante evento realizado na casa de seu Raul, um dos moradores da comunidade Fazenda Várzea-BA, festejando a cultura e arte camponesa com a cantoria de BOI.

Realização: Raulino Jesus

Areias que falam (2011)

O documentário colhe depoimentos e imagens que refletem a realidade social e geográfica de comunidades ribeirinhas que margeiam a foz do Rio São Francisco. Duas delas desapareceram após a construção de usinas hidrelétricas. A que conseguiu se manter foi a de Pixaim, que é, aliás, o principal cenário do vídeo. O pequeno povoado, que beira a insalubridade, porém, está diante de um rio assoreado e de um mar que invade cada vez mais as casas, transformando os moradores em verdadeiros nômades.
Direção: Arilene de Castro
Montagem e finalização: Daniel Gomes
Fotografia: Gersom Barros

ConViver

O Semiárido brasileiro já não é mais aquele da pobreza extrema, do balde d’água na cabeça, do êxodo rural. O combate à seca deu lugar à convivência com a região e ao Bem Viver. Um novo cenário se mostra próspero nas cores dos frutos da terra, no sorriso das pessoas e na conquista dos direitos por meio da luta e da resistência do seu povo.

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O que eu conto do Sertão é isso

A dura vida dos lavradores de algodão no sertão da Paraíba é narrada por eles mesmos neste documentário. Assolados por condições de trabalho ilegais e condições de moradia precárias, os trabalhadores meeiros tentam reivindicar, através do sindicato, melhoras na qualidade de vida. O trabalho insalubre na colheita de algodão não se traduz em resultados. Os contratos são muito desfavoráveis aos trabalhadores. Eles ficam endividados com os bancos e proprietários de terra e trabalham de forma semi-escrava. O que é ruim pode ficar pior. Agora os fazendeiros querem investir em gado e começam a destruir suas plantações, causando o êxodo rural.

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Insurgência (2017)

O que leva 10 mil pessoas às ruas de Correntina (BA)? Este documentário foi realizado dentro dessa grande manifestação no 11 de novembro de 2017 contra a omissão do poder público diante da exploração de água pelo agronegócio no oeste baiano. Em meio a marcha, pessoas de todas as idades traziam palavras que chamam a atenção: “não somos terroristas”. Uma reação à forma como a mídia repercutiu o ato realizado na semana anterior que destruiu instalações de captação de água e irrigação de 2 fazendas na região. Para os manifestantes a instalação dessas fazendas é o fim do Rio Arrojado do qual dependem diretamente para produzir e viver.

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Invisíveis

Invisíveis trata dos afetados pelas obras da transposição do São Francisco. São indígenas, quilombolas, camponeses e mulheres, que tiveram suas vidas desviadas. A Terra Indígena Pipipã estuprada, segundo seu cacique, agricultores com indenizações irrisórias, com fraturas em suas identidades, meninas que foram exploradas sexualmente, crianças com abandono de paternidade, drogas e violência. Sofrimentos que causam doenças mentais e abandono pelo Estado. Realizado entre outubro de 2014 a março de 2017. Um grande empreendimento, parte de um “projeto de desenvolvimento” de produção de commodities, que levará água sobretudo para o agronegócio, que desvia essas vidas para um não lugar.

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Invisíveis: Seu Abílio

Entrevista concedida em 2014, a André Monteiro Costa, pesquisador da Fiocruz/PE, no âmbito do projeto de pesquisa “Estudo ecossistêmico dos territórios e populações vulnerabilizados na área de abrangência do Projeto de Integração do Rio São Francisco”.

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Pescando Liberdade (2016)

“Pescando Liberdade”, pelas barrancas do Velho Chico, de Manga a Três Marias, no mítico norte de Minas Gerais, retrata a vida e a luta das comunidades pesqueiras, ribeirinhas e quilombolas em defesa do rio São Francisco. Acuado pela secular pecuária extensiva, pelas barragens, indústrias e perímetros irrigados sob controle de grandes empresas multinacionais, o Opará (rio-mar) para os povos indígenas, agoniza. Peixes desaparecem, lagoas marginais secam, pessoas são expulsas, mas um fio de esperança se mantém com quem continua resistindo e respeitando os ciclos do rio. Essa batalha está longe do fim, os pescadores e pescadoras artesanais não fazem parte de um passado, mas antes de tudo, são agentes do presente e que se movimentam em prol da sobrevivência do seus modos de vida tradicionais diante do avanço capitalista sobre a terra e as águas, cerrados e caatingas banhados pelo grande rio.

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Coragem é um dom

Gracinha Gomes de Almeida e seu marido, Ranulfo, criam família, bichos e plantas no sertão da Bahia. Na mais severa estiagem dos últimos 50 anos, eles seguem produzindo e vivendo com idéias e coragem no Sítio do Girau.

O Boi foi beber água até chegar no São Francisco

O boi da mata reencontra, depois de uma década de aventuras, 3 mestras da tradição do boi, as verdadeiras fontes das águas que o boi já bebeu. Da primeira vez que encontramos com essas senhoras foi para aprender a falar o sotaque, caminhar nas trilhas de boi, de preferência de pé no chão, aprender o que meu pai, boiadeiro velho, deixou nas entrelinhas de seus cantos pra gente decifrar.

Com:
Isabel Casimira – Guarda de Congo e Moçambique Treze de maio de Nossa Senhora do Rosário | Belo Horizonte, MG
Maria do Batuque – Boi de Reis – São Romão, MG
Divina Siqueira – Quilombo do Matro do Tição – Jaboticatubas, MG

Realização:
Irmandade dos Atores da Pândega
Filmes de Quintal
Associação Cultural Mestre João

Imagens, som e edição:
Bernard Machado
Bruno Alves
Carolina Canguçu
Francys Raphael
Gercino Alves
Kerstin Cunha
Matheus Diniz
Terezina Neves

Coordenação:
Gercino Alves

Professores:
Caroloina Canguçu
Bernard Machado

Finalização de som:
Hugo Silveira

Projeto contemplado no Edital de Microprojetos Rio São Francisco

 

 

O Baixio Preocupado

O Cinturão das Águas é um projeto do Governo do Estado do Ceará que pretende perenizar 12 bacias hidrográficas do Estado a partir da canalização das águas do Rio São Francisco. O discurso posto é de que este proporcionará combate à seca no Ceará. Contudo, há denúncias de que o projeto está voltado para os interesses do agronegócio e da indústria, e não para o interesse público e o bem comum. Ressalta-se que a região do Cariri desenvolve um papel fundamental na consecução desse projeto. A altitude da área garantirá o transcurso da água pela gravidade, barateando os custos da obra como um todo.

É nesse local onde se instalou o conflito entre Distrito Baixio das Palmeiras e o Governo do Estado. As denúncias são de que empresa VBA Engenharia e Tecnologia, contratada pelo governo estadual para realizar os estudos, atuaria de forma violadora de direitos na comunidade, realizando estudos sem identificação, sem autorização e invadindo as propriedades dos trabalhadores rurais. Mesmo posteriormente a audiência pública presidida pelo promotor Pedro Camelo tais atitudes e a falta de informação persistiram. Diante de tudo isso, a comunidade passou a se organizar com o intuito de contrapor-se ao empreendimento, mitigando as consequências advindas de sua execução.

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Mulheres do Coco da Batateira

“A Gente do Coco” é o nome do grupo de mulheres e homens que dançam, cantam e tocam coco no bairro Giselia Pinheiro (Batateira) na cidade do Crato, Região Sul do Estado do Ceará. Conhecido popularmente como “Mulheres do Coco da Batateira” por ser constituído na sua maioria por mulheres desde a sua origem.

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As sagas da exploração do urânio no Brasil (2013)

O documentário produzido pelo Núcleo Tramas da UFC, em parceria com a Articulação Antinuclear do Ceará, tem por objetivo mostrar, a partir da experiência da exploração de urânio em Caetité, na Bahia, as possíveis conseqüências para a projetada exploração da mina de Itataia, na divisa entre os municípios de Santa Quitéria e Itatira, no Ceará.

Realização: Núcleo TRAMAS/UFC — Trabalho, Meio Ambiente e Saúde/Departamento de Saúde Comunitária/Faculdade de Medicina/Universidade Federal do Ceará em parceria com a Articulação Antinuclear do Ceará (Cáritas Diocesana de Sobral, Comissão Pastoral da Terra, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e Núcleo TRAMAS/UFC) e a colaboração da CPT-BA nas filmagens em Caetité.

Roteiro e Direção: Gigi Castro
Câmera, Fotografia e Edição: Lília Moema
Produção: Ana Cláudia de Araújo Teixeira
Coordenação de Produção: Raquel Maria Rigotto
Finalização/autoração: Cabeça de Cuia Filmes

Convivendo com o Semiárido

Neste vídeo você conhecerá experiências que reinventaram a vida no Semiárido. Produção: Asa Comunicação – Asa Brasil

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A Morte do Canal da Vida (2012)

Documentário sobre a problemática que envolve o perímetro irrigado Icó-Lima Campos.

Roteiro, direção e edição: Fram Paulo
Apoio Técnico: Karla Samara, Gerlânio Rodrigues

O massacre da Lagoa da Serra (2007)

Vale do São Francisco, Oeste da Bahia, 1972. Os posseiros da Fazenda Lagoa da Serra sofriam pressão dos grileiros para abandonar suas terras. O conflito terminou com a queima de todos os casebres e a expulsão das famílias. O massacre nunca foi julgado.

Casos como este são contados em muitas regiões, principalmente onde há fartura de água. Ao mesmo tempo, são poucos filmes que abordam a questão diretamente.

O diretor é ex-garimpeiro e lavrador e, atualmente, dedica-se à produção cultural. E o filme conta com depoimento de pessoas que viveram o massacre além do testemunho de Frei Luís Cappio.

Direção: Juvenal Neves
Produção: Três Marias cinema e vídeo
Financiamento/patrocínio: Petrobras
Roteiro: Juvenal Neves
Câmera: Marcelo Góis
Som: Fabrício Costa
Edição: Marcelo Góis, Gabriel Gussem

Fontes:
Catálogo da XXXIV Jornada Internacional de Cinema da Bahia (Salvador-BA, 2007)
Site do programa “Revelando os Brasis”.

Água para quem precisa! (2016)

A água do Aquífero Jandaíra é usada para a irrigação de uma área equivalente a 10 mil campos de futebol. A empresa Agrícola Famosa tem autorização para usar mais de 1,6 bilhão de litros de água do Jandaíra. Entre 2008 e 2011, foram encontrados 16 princípios ativos de agrotóxicos na água em poços de 50 a 100 metros de profundidade.

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O Homem do Fumo

Sebastião vive no sertão norte mineiro, encostado nos Gerais e Veredas do município de São Romão, no vale do São Francisco. Prega, com uma singularidade própria, o uso do fumo para combater os males do corpo, da alma, enfeitar as roças, trazer o vento e precipitar a chuva que refresca a terra.

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No tempo dos Mussambês, não tinha do que ter medo

O vídeo “No tempo dos Mussambês, não tinha do que ter medo: impactos do agronegócio sobre a vida das mulheres da Chapada do Apodi” é fruto de uma pesquisa realizada pelo Núcleo Tramas – UFC com o objetivo de analisar os impactos do agronegócio sobre a saúde das mulheres que vivem na Chapada do Apodi – Ceará. “No tempo dos mussambês, não tinha do que ter medo” foi a expressão usada por Maria de Fátima, poetisa que vive na comunidade do Tomé (Chapada do Apodi), para explicar o antagonismo entre dois tempos: o dos mussambês, arbusto florífero que antes existia em abundância na região, e o tempo marcado pelo avanço das empresas agrícolas sobre seu território.

O vídeo apresenta as diversas transformações sociais, ambientais, econômicas e culturais provocadas pela modernização da agricultura a partir do olhar das mulheres. Elas narram suas trajetórias de luta, existência e resistência frente a um modelo agrícola promotor de injustiças e desigualdades ambientais que impactam violentamente suas vidas e repercutem sobre a saúde.

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Somos Todos Baixio das Palmeiras

Neste documentário, os moradores do Baixio dos Palmares relatam suas experiências, na tentativa de registrar e de se fazerem ouvidos sobre o que vem acontecendo na região com a criação do “Cinturão das Águas”.

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Caravanas agroecológicas (2014)

Vídeo apresentado na abertura do III Encontro Nacional de Agroecologia, realizado entre 16 a 19 de maio de 2014, na cidade de Juazeiro, Bahia. Relata a rica experiência das caravanas agroecológicas que ocorreram durante o processo preparatório para o evento.

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Águas, Povos e Tradições (2014)

O vídeo “Águas, Povos e Tradições – Um olhar sobre as relações dos povos tradicionais do Semiárido com a Água” faz um breve passeio pelos estados de Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Piauí apresentando uma diversidade de povos tradicionais. São quilombolas, indígenas, vazanteiros, geraizeiros e comunidades de fundo de pasto, representando a cultura e saberes para a convivência com a região.

Argumento: Fernanda Cruz
Roteiro: Rafael Marinho, Rose Ramos
Imagens: Fábio Santos, Kety Marinho
Direção: Rose Ramos
Revisão: Fernanda Cruz, Gleiceani Nogueira, Jean Carlos Medeiros, Valquíria Lima

O Futuro Irradiante do Brasil

Vídeo que mostra as consequências da exploração de Urânio em Caetité (BA).

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Transição: Experiências agroecológicas na Paraíba

Filmado no município de Massaranduba, próximo à Campina Grande, na Paraíba, o curta metragem mostra como a agroecologia transformou a vida de pessoas que passam boa parte do ano vivendo em meio a seca que tanto castiga a região. Unindo a sabedoria popular e as técnicas aprendidas em intercâmbios entre produtores rurais, “Transição” é um relato emocionante sobre a vivência através da agroecologia.

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Chapada do Apodi, Morte e Vida (2013)

A Chapada do Apodi fica na divisa entre Ceará e Rio Grande do Norte. Em 1989, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) implementou um projeto de irrigação no lado cearense. A área foi ocupada por grandes empresas de fruticultura, desarticulando a produção de milhares de pequenos agricultores. Em 2013, um projeto semelhante está prestes a chegar ao lado potiguar da chapada, ameaçando 6 mil agricultores familiares.

Direção: Tiago Carvalho
Fotografia: Paulo Castiglioni
Som direto: Arthur Frazão
Pesquisa: Tiago Carvalho
Roteiro: Arthur Frazão e Tiago Carvalho
Edição: Arthur Frazão
Trilha Sonora: Pedro Leal David
Imagens de Arquivo: Arquivo Nacional
Produção: Articulação Nacional de Agroecologia e Curta Agroecologia

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Colher água, plantar vida (2011)

Documentário sobre a captação, armazenamento e utilização das águas pluviais, fluviais e subterrâneas pelas famílias de agricultores radicados no semiárido brasileiro. Tecnologias simples e eficazes para a melhoria de vida da população do campo. Neste filme apresentamos algumas ações do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), desenvolvido pela Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA). Esse programa busca a segurança alimentar e nutricional das famílias agricultoras da região. Para isso, estimula a produção de alimentos. Além das comunidades, das agricultoras e dos agricultores que acabamos de conhecer, muitas outras localidades e pessoas se envolvem nessas ações transformadoras em todos os estados do Semiárido. As tecnologias sociais desenvolvidas pelo P1+2 guardam a água da chuva e a utilizam para as plantações e para os animais. Além da construção desses reservatórios e do estímulo a práticas agroecológicas, o P1+2 incentiva a troca de conhecimento entre os agricultores e agricultoras e valoriza o saber das populações locais.

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O Ciclo do Urânio (2008)

Após oito meses de investigação, o Greenpeace encontrou contaminação radioativa em amostras de água usada para consumo humano, coletadas na área de influência direta da mineração de urânio no município de Caetité, na Bahia (BA). A mina e uma unidade de beneficiamento de urânio são gerenciadas pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A denúncia, que demonstra que a geração de energia nuclear é perigosa e poluente desde a sua origem, faz parte do relatório Ciclo do Perigo – Impactos da Produção de Combustível Nuclear no Brasil, que o Greenpeace lançou nesta quinta-feira (16/10) em São Paulo.

O Ciclo do Urânio – Capítulo 1 – A mina

O Ciclo do Urânio – Capítulo 2 – Transporte

O Ciclo do Urânio – Capítulo 3 – A Denúncia

O Ciclo do Urânio – Cápítulo 4 – Angra

O Ciclo do Urânio – Capítulo 5 – Revolução Energética

 

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Conversando com o Rio (2009)

“Quem lhes dirige esta Carta somos nós Vazanteiros, cujo nome vem da nossa agricultura associada aos ciclos de cheia, vazante e seca do rio São Francisco. Somos um povo que vive em suas barrancas e ilhas em permanente mobilidade, manejando os lameiros fertilizados que o rio devolve, tirando o sustento da pesca, do extrativismo e da criação de animais.

Temos, porém, uma história de migrações ao longo do rio, cedendo a processos externos dos quais nunca fomos considerados. Hoje, depois de mais de 400 anos de convivência, querem nos expulsar das margens e terras altas que nos sobraram. Depois de muito judiarem do nosso rio com impactos de todos os tipos, vêm nos dizer que os territórios onde habitamos e tiramos o nosso sustento, é área de preservação ambiental. Falam em transpor suas águas, falam em transpor seus povos numa naturalidade só.

Nós somos como o rio, sofremos com ele quando suas nascentes secam, seu leito se enche de areia, suas águas diminuem, perdem força, são represadas, poluídas, degradadas. O nosso reconhecimento é o reconhecimento do rio, o São Francisco não pode ser revitalizado sem nós, o povo Vazanteiro. A história conta, é nosso dever, nosso direito.”

Produção: Helen Santa Rosa, Carlos Alberto Dayrell
Direção, filmagem e edição: Luciano Dayrell
Trilha sonora: Daniel Lovisi

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Gerais (2014)

Documentário sobre o norte de Minas Gerais que relata a luta dos geraizeiros para preservar e manter o cerrado. O moradores do Assentamento Americano falam das dificuldades que enfrentam, da importância de suas lutas e da paixão pelo cerrado e pela agricultura que exercem no local e que mudou com a chegada das plantações de eucalipto. 

Roteiro e direção: Tiago Carvalho e Arthur Frazão
Fotografia: Paulo Castiglioni
Som direto: Arthur Frazão
Pesquisa: Tiago Carvalho
Edição: Arthur Frazão
Trilha Original: Pedro Leal David
Produção: Articulação Nacional de Agroecologia; Curta Agroecologia

BAMIN: tire as suas mãos da nossa água! (2013)

A água da nascente do Riacho Pedra de Ferro, que abastece milhares de famílias nos municípios de Caetité e Pindaí – BA, está ameaçada pelo projeto Pedra de Ferro da Bahia Mineração (BAMIN). Depois de encurralar as comunidades, cercando todas as áreas coletivas, historicamente usadas para solta do gado, coleta de frutos, sementes e ervas medicinais, agora a Bahia Mineração pretende implantar neste local sua barragem de rejeito, transformando o rico manancial num imenso mar de lama soterrando todas as nascentes.

Realização
Associação dos Amigos da Comunidade de João Barroca e Araticum
Associação Ruralista e Comunitária de Baixa Preta e Adjacências
COAP – Comissão Ativa em Pindaí

Desgarrados da Terra – Colonos da Irrigação no Rio São Francisco

Vídeo mostra o conflito de terra gerado pela instalação de dois perímetros irrigados na Bacia do São Francisco, região do semiárido mineiro: Gurutuba e Jaíba. Estes projetos de irrigação, assim como outros no São Francisco, estão sendo retomados com a “febre” dos agrocombustíveis, principalmente para a produção de etanol.

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