O projeto

 
O Beiras é um acervo colaborativo de conteúdo audiovisual conectado pelas águas do Rio São Francisco.

São filmes, fotografias e registros sonoros feitos nas beiras dos rios, riachos e veredas que compõem a Bacia do Velho Chico, e também dos canais, barragens e açudes construídos nas obras da transposição. Um território que abrange 5 estados, 521 municípios e 3 biomas conectados por águas que atravessam 5 regiões metropolitanas e uma grande diversidades comunidades tradicionais, camponesas e povos indígenas.

O Beiras é sobre as águas, sobre o semiárido, sobre memórias, sobre as pessoas e sobre suas realidades. É sobre populações tradicionais, produção comunitária, movimentos sociais e instituições.

O acervo do Beiras é uma ferramenta de sistematização e organização do saber produzido neste território. O Beiras d’Agua facilita o dialogo entre iniciativas populares, ONGs, pesquisadores e instituições, apoiando assim o fortalecimento e a defesa das pautas sociais e políticas que permeiam o ecossistema.

Construído de forma colaborativa, qualquer pessoa ou organização pode cadastrar um item no acervo. Cada item, ao ser cadastrado, ganha um conjunto de descritores de sua forma e conteúdo.

Por quê existimos?

O Beiras d’Águas nasce do diálogo com as populações da região do Rio São Francisco.

Idealizado em 2015 na etapa final de um projeto de pesquisa do CPQAM/Fiocruz, o projeto é sobre a documentação como ferramenta de valorização e resistência. O projeto nasce do diálogo entre saberes e esforços, populares e acadêmicos, para significar, compreender, visibilizar o complexo contexto atual da Bacia do São Francisco.

As transformações neste território vem acontecendo de forma muito rápida e violenta, afetando o ecossistema e suas referências identitárias. Visibilizar os impactos ambientais, a destruição dos bens comuns como o Cerrado, a Caatinga e as águas, bem como os processos de vulnerabilização das populações ribeirinhas é importante para pensarmos e atuarmos para um outro mundo possível.

A produção e disseminação dessas imagens são rápidas e podem ser usadas como instrumento de denúncia e também de anúncios pelos sujeitos que vivem e atuam nesses territórios e como fontes de dados para pesquisa.

A Rede está em expansão e atualmente é composta por:

– Laboratório de Saúde, Ambiente e Trabalho / IAM / Fiocruz PE (coordenação)
– Comissão Pastoral da Terra – CPT
– Ecce Liber: filosofia, linguagem e organização dos saberes” / IBICT
– Cooperativa Eita

Equipe

Coordenação:
André Monteiro Costa
Bernardo Amaral Vaz

Comunicação:
Guilherme Allain

Cooperação:
Alan Tygel
Catarina de Angola

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